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Governo prepara IAPMEI 5.0 com mais contratações e aposta no digital

Governo prepara IAPMEI 5.0 com mais contratações e aposta no digital

Estrutura está a ser reforçada com novos quadros. Aos 32 novos elementos que entraram em janeiro irão seguir-se mais 18 até ao final de junho e está a ser preparado um “processo de recrutamento adicional”

O Governo está apostado em renovar o IAPMEI – Agência para a Competitividade e Inovação, reforçando os seus quadros e apostando na digitalização. O secretário de Estado da Economia fala num programa IAPMEI 5.0 que transformará a instituição numa “organização moderna, presente em todo o território, usando canais digitais para estar próximo das empresas”.

Sobre a nomeação do vice-presidente da instituição, Pedro Cilínio diz que o nome será tornado público “muito em breve”, uma preocupação sua desde que chegou ao governo, ate porque, lembra, “esse lugar foi criado para reforçar a capacidade” do IAPMEI na implementação do Plano de Recuperação e Resiliência. Além disso, a própria estrutura da Agência para a Competitividade e Inovação será também reforçada.

“Já entrou um contingente de 32 pessoas agora em janeiro, vão entrar mais 18 até ao final do primeiro semestre, e estamos a preparar um processo de recrutamento adicional para renovar a estrutura interna do IAPMEI para o trazer para o futuro”, especificou.

Questionado sobre o efeito das mudanças nas várias entidades ligadas à aprovação dos fundos comunitários, o secretário de Estado assegurou que não põem em causa o normal funcionamento das mesmas. E para o provar assegurou que, a execução dos fundos ao nivel das empresas, nos sistemas de incentivos que são geridos pelo IAPMEI, ANI, AICEP e Turismo de Portugal, “é superior à média” do Portugal 2020,, com um nível de execução “muito próximo dos 100%” e que compara com os 85% da média do PT2020.

“O que significa que as agencias públicas que gerem esses fundos e as empresas que os aplicam são competitivas, produzem execução positiva no desempenho. O próprio IAPMEI tem uma execução nos fundos europeus de quase 10 pontos percentuais acima do valor médio, o que significa que o seu desempenho é bom, mas temos que melhorar; a expectativa das empresas é que os fundos cheguem mais rapidamente”, argumentou.

Pedro Cilínio falava aos jornalistas à margem da visita que fez, esta terça-feira, às 67 empresas portuguesas que estão em Milão a participar na Micam, Mipel e Lineapelle,três feiras simultâneas da fileira do calçado. Fala de uma indústria que soube “fazer a transição de um setor tradicional para uma economia suportada na sustentabilidade, na criação de valor e, na entrega de valor”, constituindo um “exemplo” para outros.

“A automatização é muito importante para este que é um setor que se debate, como outros, com falta de mão de obra para continuarem a crescer. A mensagem que trago é que o Governo vai continuar a fazer a aposta na inovação das empresas e vamos ter recursos disponíveis muito brevemente para isso, no âmbito do Portugal 2030”, disse, sublinhando que o concurso da inovação produtiva irá abrir “muito em breve e com valores significativos” para continuar a apoiar a inovação produtiva nas empresas.

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