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Inquérito às Competências dos Adultos 2023: Portugal

O Inquérito às Competências dos Adultos oferece uma perspetiva única sobre a proficiência dos adultos em literacia, numeracia e resolução de problemas. Estas competências são cruciais para o sucesso pessoal e social e constituem a base para a aprendizagem e a inovação contínuas. Os adultos proficientes estão mais bem preparados para lidar com as complexidades da vida moderna. Ao navegarem eficazmente no ambiente rico em informação dos nossos dias, contribuem para decisões e políticas mais informadas.

 

Em 2022-23, o inquérito avaliou adultos com idades compreendidas entre os 16 e os 65 anos em 31 países e economias. Portugal participou no Inquérito às Competências dos Adultos pela primeira vez em 2022-23. Ao comparar os resultados com os de outros países e economias participantes, Portugal pode analisar os níveis de competências da sua população adulta, identificar barreiras ao desenvolvimento e uso de competências e desenhar políticas eficazes para enfrentar esses desafios.

 

Figura 1: Qual foi o desempenho dos adultos portugueses na avaliação de competências?

 

Notas: A comparação inclui os países com os melhores desempenhos e os países e economias participantes com as maiores populações de adultos com idades compreendidas entre os 16 e os 65 anos. As linhas horizontais que se estendem para além dos marcadores representam a medida de incerteza associada às estimativas médias para um intervalo de confiança de 95%.

 

Fonte: Tabela A.2.1.

 

Em Portugal, os adultos com idades entre os 16 e os 65 anos obtiveram, em média, 235 pontos na literacia (abaixo da média da OCDE), 238 pontos na numeracia (abaixo da média da OCDE) e 233 pontos na resolução adaptativa de problemas (abaixo da média da OCDE) (Figura 1).

 

Na literacia, 42% dos adultos obtiveram pontuação no Nível 1 ou abaixo (média da OCDE: 26%), o que significa que têm baixa proficiência neste domínio. Os adultos situados no Nível 1 compreendem textos curtos e listas organizadas, quando a informação está claramente indicada, conseguem encontrar informação específica e identificar ligações relevantes. As pessoas adultas situadas abaixo do Nível 1 conseguem, no máximo, compreender frases curtas e simples. No outro extremo da escala, 4% dos adultos obtiveram resultados de Nível 4 ou 5 em literacia e apresentam um elevado desempenho (média da OCDE: 12%). Estes adultos são capazes de compreender e avaliar textos longos e densos de várias páginas, entender significados complexos ou ocultos e utilizar conhecimentos prévios para compreender textos e realizar tarefas (ver Quadro 2.4, no Capítulo 2, para uma descrição daquilo que os adultos podem fazer em cada nível de proficiência em literacia e a Figura 2 para a proporção de adultos em cada nível).

 

Em numeracia, 40% dos adultos obtiveram resultados iguais ou inferiores ao Nível 1 de proficiência (média da OCDE: 25%). No Nível 1, as pessoas adultas são capazes de fazer cálculos básicos com números inteiros ou dinheiro, compreender o significado das casas decimais e encontrar trechos de informação em tabelas ou gráficos, mas podem ter dificuldades em tarefas que exijam várias etapas (por exemplo, calcular uma proporção). As pessoas abaixo do Nível 1 conseguem adicionar e subtrair números pequenos. Os adultos que se encontram nos Níveis 4 ou 5 são os que apresentam melhores resultados (7% em Portugal, 14%, em média, nos países e economias da OCDE). Nesses níveis, os adultos conseguem calcular e compreender taxas e rácios, interpretar gráficos complexos e avaliar criticamente argumentos baseados em informação estatística (ver Quadro 2.5, no Capítulo 2, para uma descrição daquilo que os adultos podem fazer em cada nível de proficiência em numeracia e a Figura 2 para a proporção de adultos em cada nível).

 

Na resolução de problemas, 42% dos adultos obtiveram resultados iguais ou inferiores ao Nível 1 de proficiência (média da OCDE: 29%). Os adultos no Nível 1 conseguem resolver problemas simples com poucas variáveis e pouca informação acessória e que não se alteram à medida que se avança para a solução. Têm dificuldade em resolver problemas com várias etapas ou que exijam a monitorização de múltiplas variáveis. Os adultos abaixo do Nível 1 compreendem, no máximo, problemas muito simples, normalmente resolvidos numa única etapa. Cerca de 2% dos adultos obtiveram uma pontuação de Nível 4 (média da OCDE: 5%). Têm uma compreensão mais profunda dos problemas e podem adaptar-se a mudanças inesperadas, mesmo que estas exijam uma reavaliação significativa do problema (ver Quadro 2.6, no Capítulo 2, para uma descrição daquilo que os adultos podem fazer em cada nível de proficiência na resolução adaptativa de problemas e a Figura 2 para a proporção de adultos em cada nível).

 

Quando se consideram os três domínios em conjunto, 30% dos adultos em Portugal obtiveram pontuações nos dois níveis mais baixos das escalas de proficiência (média da OCDE: 18%) (Tabela A.2.3).

 

Figura 2: Proficiência dos adultos em literacia, numeracia e resolução adaptativa de problemas

 

Nota: A soma das percentagens pode não corresponder a 100 em resultado de arredondamentos.

Fonte: Tabela A.2.2.

 

Saiba mais sobre este Inquérito, aqui.