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Iniciativa em Portimão promove debate sobre Inteligência Artificial e o futuro da Literatura e Arte

A Biblioteca Municipal Manuel Teixeira Gomes promove, pelo quinto ano consecutivo, o ciclo de encontros “Verão Azul, conversas partilhadas no jardim”, nos quatro sábados do mês de julho, sempre a partir das 18h30.

A iniciativa inspira-se no título do livro “Agosto Azul”, da autoria do escritor nascido em Portimão e ex-Presidente da República, Manuel Teixeira Gomes, e decorre no Jardim 1.º de Dezembro, em Portimão. Tendo como objetivo promover a literatura e os atuais autores portugueses de referência, o evento valoriza, em simultâneo, o Jardim 1.º de Dezembro, um espaço nobre da cidade, transformando-o num local de sociabilidade.

Sob o tema “O futuro é já ali – vislumbres da literatura que aí vem”, a quinta edição convida oito prestigiadas personalidades, entre ficcionistas, poetas, ensaístas, editores e tradutores. O ciclo de conversas tem início no dia 5 de julho com “Quem tem medo da Inteligência artificial?”, para a qual são convidados a poeta e editora Maria do Rosário Pedreira e o ensaísta Manuel Frias Martins.

A reflexão centrar-se-á nas questões relacionadas com o impacto da Inteligência Artificial na criação literária, no trabalho dos tradutores, no funcionamento do mercado editorial e nas possibilidades de inovação criativa.

No dia 12 de julho, tendo como ponto de partida “Onde param as vanguardas do século XXI?”, os poetas e ensaístas Pedro Mexia e D. H. Machado questionam os motivos pelos quais os movimentos literários vanguardistas, que rasgaram as convenções e inventaram novas formas de escrita no início do século XX, não têm correspondência no século XXI.

A romancista Tânia Ganho e o historiador de arte Vítor Serrão são os convidados da terceira conversa do mês, no dia 19, cuja temática vai ser o futuro da literatura e da arte, sob o signo da interrogação “Portugal 2050: ainda haverá histórias para contar?”. “As questões colocadas vão prender-se com o modo como a literatura e a arte podem imaginar o futuro próximo, num momento em que o mundo parece cada vez mais imprevisível e caótico, mas também sobre como pode o futuro ser interpelado através da literatura e da história da arte”, explica a autarquia em comunicado.

Na quarta e última sessão, no dia 26 de julho, a jornalista e ensaísta Isabel Lucas e o ensaísta Abel Barros Batista vão procurar responder à questão “Que cânone futuro para a literatura do presente?”. Quantos escritores portugueses sobreviverão ao crivo da posteridade e quem continuará a ser lido daqui a cem anos serão as bases de uma análise mais aprofundada.

Todas as conversas serão moderadas pelo crítico literário José Mário Silva, coordenador da secção de livros do jornal Expresso, e por João B. Ventura, ensaísta literário e editor da revista de cultura viageira Zeus, ambos curadores deste evento.