Em Portugal, 25,2% dos jovens com formação em Informática trabalham numa área diferente daquela em que estudaram, revelam dados do Eurostat relativos a 2024, divulgados pela Teamlyzer. O valor coloca Portugal numa posição particularmente desafiante no contexto europeu.
Na União Europeia, a formação em Informática tende a aumentar a correspondência entre estudos e emprego. Considerando todas as áreas de formação, 20,4% dos jovens europeus trabalham fora da sua área, percentagem que desce para 13,6% entre os que estudaram Informática. Em Portugal verifica-se a tendência contrária: a percentagem passa de 23,4%, considerando todas as áreas, para 25,2% entre os jovens formados em Informática.
Os dados mostram ainda diferenças relevantes consoante o percurso de formação. Entre os jovens com ensino superior em Informática, 71,4% exercem profissões com uma elevada correspondência com a formação realizada. Já entre quem concluiu um curso profissional de Informática no ensino secundário, 32,6% trabalha fora da área, acima dos 26,7% registados na média europeia.
Estes números ganham particular relevância num contexto em que continuam a ser identificadas necessidades de profissionais e competências nas áreas tecnológicas. Os dados levantam, assim, questões não apenas sobre a formação de novo talento digital, mas também sobre a capacidade de aproximar as qualificações existentes das oportunidades disponíveis no mercado de trabalho.
