Quase três em cada quatro jovens europeus têm pelo menos competências digitais básicas. Em Portugal, a percentagem é ainda mais elevada, mas, ao contrário da média europeia, são os rapazes que apresentam uma ligeira vantagem sobre as raparigas. Os jovens portugueses estão mais preparados para lidar com o mundo digital do que a média dos seus pares europeus. Em 2025, 83,4% dos portugueses entre os 16 e os 24 anos tinham pelo menos competências digitais básicas, face a 74,6% na União Europeia. A diferença é de 8,8 pontos percentuais e coloca Portugal claramente acima da média europeia. O país fica, ainda assim, atrás dos líderes europeus: a Dinamarca registou a percentagem mais elevada, com 92,1%, seguida pela Chéquia (91,7%) e por Malta (91,5%). No extremo oposto estão Bulgária e Roménia, os únicos países da União Europeia onde menos de 60% dos jovens tinham pelo menos competências digitais básicas: 52,8% e 53,3%, respetivamente. Os dados mostram também uma diferença entre géneros. Na União Europeia, as jovens mulheres apresentam uma ligeira vantagem: 75,9% têm pelo menos competências digitais básicas, comparativamente a 73,3% dos jovens homens. Em Portugal, a tendência é inversa, embora por uma margem reduzida: 83,4% dos rapazes têm estas competências, face a 82,6% das raparigas. O indicador avalia capacidades em cinco áreas: informação e dados, comunicação e colaboração, criação de conteúdos digitais, segurança e resolução de problemas. Para serem considerados como tendo pelo menos competências digitais básicas, os jovens têm de demonstrar capacidades em todas estas áreas.
Jovens portugueses estão acima da média europeia nas competências digitais
