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Mais de 81 milhões de pessoas trabalham em ciência e tecnologia na União Europeia. Quase 53% são mulheres

Segundo os mais recentes dados do Eurostat, em 2025, a proporção de mulheres a trabalhar nas áreas da ciência e tecnologia na União Europeia aumentou 2,3% face a 2024, registando também um crescimento de 27,9% em comparação com 2015. Em 2025, mais de 81,6 milhões de pessoas entre os 15 e os 74 anos trabalhavam nas áreas da ciência e tecnologia na União Europeia, indicam dados avançados pelo Eurostat. O valor corresponde a um aumento de 1,8% em comparação com o ano anterior, numa subida de 25,3% ao longo da última década. Destes 81,6 milhões de pessoas, 52,5% eram mulheres (42,8 milhões), que trabalhavam sobretudo em atividades do sector dos serviços. De acordo com o Eurostat, a proporção feminina nestas áreas aumentou 2,3% face a 2024, registando também um crescimento de 27,9% em comparação com 2015, o que corresponde a um aumento absoluto de mais de 9,3 milhões de mulheres em profissões ligadas à ciência e tecnologia nos últimos 10 anos. A nível das NUTS 1, as maiores proporções de mulheres a trabalhar em ciência e tecnologia registaram-se na Letónia (62,4%), na região da Grande Planície e Norte da Hungria (61,1%) e na Estónia (60,5%). Note-se que tanto a Letónia como a Estónia correspondem a regiões únicas neste nível de classificação. Por outro lado, as menores proporções registaram-se na região francesa de Córsega (42,7%), em Malta (46,0%) e na região Centro de Itália (47,2%).O Eurostat destaca que os cientistas e engenheiros representam um subgrupo importante de todas as pessoas que trabalham nas áreas da ciência e tecnologia, correspondendo a 24,8% do total. A Alemanha destaca-se como o país com o maior número de cientistas e engenheiros na UE, com 4,2 milhões de profissionais nesta categoria.Embora correspondam a mais de metade das pessoas a trabalhar em ciência tecnologia, as mulheres continuam sub-representadas na categoria dos cientistas e engenheiros, representando 40,8% do total em 2025. Segundo os dados partilhados, esta percentagem aumentou apenas 0,5 pontos percentuais na última década, embora o número absoluto de mulheres nesta área tenha crescido 54,4% no mesmo período, passando de 5,3 milhões em 2015 para 8,2 milhões em 2025.