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Os facilitadores da economia digital e transição da indústria 3.0 para a 4.0

Admite-se, em geral, que os três eixos fundamentais de qualquer organização são as pessoas, a sustentabilidade e o digital. Este último, ao articular tecnologia, conectividade e inovação disruptiva, configura um ambiente complexo, mas simultaneamente flexível, dinâmico e em permanente evolução. Neste contexto, é indispensável compreender os pilares desta nova era da economia digital e antecipar as oportunidades que ela oferece aos empreendedores digitais, cuja principal característica é a disponibilidade para abraçar a mudança e explorar novas possibilidades.

Sabe-se igualmente que a economia digital assenta no uso intensivo de tecnologias digitais para concretizar transações comerciais, criar valor e promover o crescimento e o desenvolvimento económicos. Trata-se de uma economia que permite a rápida circulação de informação, a automatização de processos, a orientação para o cliente e a escalabilidade das operações, aspetos globalmente associados ao aumento da eficiência. Funciona por meio da interação entre diferentes partes interessadas, apoiando-se numa infraestrutura tecnológica robusta, em plataformas digitais, no comércio eletrónico, nos serviços digitais, na inteligência artificial, na análise de grandes volumes de dados, na segurança e na privacidade. Neste contexto, a conectividade global, a inovação tecnológica e a digitalização dos processos assumem-se como pilares basilares da economia digital.

O digital pode, aliás, ser entendido como o principal catalisador tecnológico da transformação dos modelos de negócio e da vida pessoal e social, sendo a sustentabilidade indissociável destas mudanças. As questões ambientais e sociais têm vindo a colocar novos desafios à sociedade contemporânea. Ainda assim, são as pessoas o verdadeiro motor da mudança, porque os seres humanos tendem a preservar hábitos enraizados e só aceitam transformações quando nelas reconhecem vantagens concretas. Na verdade, para transformar em profundidade um negócio escalável, é igualmente indispensável que as pessoas se transformem. O mesmo sucede com a adoção de tecnologias digitais, ferramentas que exigem uma alteração profunda da cultura e da mentalidade organizacionais.

Em última análise, trata-se de um processo verdadeiramente transformador. As pessoas devem ser desafiadas a mudar, mas o foco tem de permanecer nelas, o que significa que o principal facilitador da economia digital reside nos recursos humanos. Para que a mudança tenha êxito, deverá ser gradual, permitindo a sua assimilação progressiva. Nesta perspetiva, tanto a transformação para a economia digital como a transição da Indústria 3.0 para a 4.0 devem concretizar-se através de pequenos projetos. Em função do grau de resistência gerado, convém que a abordagem à conversão seja orientada para minimizar ruturas excessivas.

Por sua vez, na passagem da Indústria 3.0 para a Indústria 4.0, o fator diferenciador mais relevante (trigger) é a recolha de dados no chão de fábrica, a comunicação entre máquinas e a crescente autonomia dos processos. Para concretizar esta evolução, as tecnologias-chave são a Internet das Coisas (IoT), a Inteligência Artificial (IA) e os Sistemas Ciber-Físicos (CPS), que projetam a robótica industrial para um novo patamar. A par destas tecnologias, o processo decisório na Indústria 4.0 tende a tornar-se mais ágil e fortemente orientado por dados e por análises robustas de todos os aspetos das operações. Este ambiente industrial é praticamente totalmente digitalizado, o que viabiliza mais facilmente o streaming de dados e as decisões em tempo real.