Mais de meia centena de alunos da Escola Secundária André de Gouveia, em Évora, participaram numa sessão dedicada a aprender a identificar desinformação ‘online’, numa iniciativa que os desafiou a analisar imagens manipuladas e a verificar conteúdos virais. Quando surgiu no ecrã uma imagem do futebolista Cristiano Ronaldo com uma bandeira da Palestina tatuada nas […]
Mais de meia centena de alunos da Escola Secundária André de Gouveia, em Évora, participaram numa sessão dedicada a aprender a identificar desinformação ‘online’, numa iniciativa que os desafiou a analisar imagens manipuladas e a verificar conteúdos virais.
Quando surgiu no ecrã uma imagem do futebolista Cristiano Ronaldo com uma bandeira da Palestina tatuada nas costas, as reações na sala são rápidas. Entre comentários e algumas gargalhadas, a maioria dos alunos levanta a mão para dizer o mesmo: é falsa.
Minutos depois, um novo desafio deixou a plateia menos segura. Uma fotografia da ativista Greta Thunberg num barco, aparentemente a segurar uma bebida, parece convincente, e enganou muitos dos estudantes do 10.º ano reunidos no auditório da escola.
Durante cerca de duas horas, 56 alunos participaram numa sessão dedicada a perceber como identificar e travar a desinformação que circula nas redes sociais. A iniciativa integra o ‘roadshow’ educativo da segunda edição do projeto “Pinóquio na Escola”, desenvolvido pelo Polígrafo em parceria com a Fundação Calouste Gulbenkian.
No início da sessão, o diretor de operações do Polígrafo, Filipe Pardal, lançou uma pergunta simples à sala: “O que é desinformação?”
Da plateia vieram respostas cautelosas: “não estar informado” e “informação falsa”.
As duas ideias ajudam a chegar à definição. A desinformação, explicou o responsável do Polígrafo, refere-se à disseminação intencional de informação falsa ou enganadora, visando manipular a opinião pública.
A partir do conceito, os alunos são desafiados a colocar em prática o olhar crítico.
