A inovação chama-se MMCLKin e representa um avanço enorme na investigação biomédica.
Uma investigadora ligada à Universidade de Coimbra desenvolveu um modelo de inteligência artificial capaz de acelerar e otimizar a descoberta de novos medicamentos, um processo que, até hoje, pode demorar mais de uma década. A inovação, chamada MMCLKin, foi criada por Yanan Tian, doutoranda chinesa num programa conjunto entre a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra e a Macao Polytechnic University, e representa um avanço relevante na investigação biomédica.
O modelo recorre a técnicas avançadas de aprendizagem automática para analisar a interação entre fármacos e proteínas quinases — alvos terapêuticos fundamentais em várias doenças. Ao combinar diferentes abordagens, como redes de grafos geométricos e modelos de linguagem aplicados a sequências proteicas, o sistema consegue prever com maior precisão quais as moléculas com potencial terapêutico, reduzindo drasticamente o número de compostos que precisam de ser testados em laboratório.
