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Transformação digital vai alterar 40% das competências de trabalho até 2030, alerta estudo

O relatório “Talent – Point of View” revela que as empresas portuguesas investem três vezes mais em tecnologia do que em pessoas.

Ocrescimento sustentável da economia portuguesa dependerá, cada vez mais, da capacidade de conjugar tecnologia, dados e talento humano para reinventar o trabalho e criar valor. A conclusão é do estudo “Talent – Point of View”, promovido pela PROFORUM – Associação para o Desenvolvimento da Engenharia, com o apoio da Accenture, apresentado esta quarta-feira no Congresso do 30.º Aniversário da PROFORUM, sob o tema “A Engenharia e o Futuro”, em Lisboa.

O relatório indica que as empresas enfrentam escassez de talento, elevada rotatividade e uma necessidade urgente de novas competências para acompanhar a transformação digital. Os dados mostram que 40% das competências de trabalho nucleares vão mudar nos próximos cinco anos, o que obrigará à requalificação de metade dos profissionais ativos. Paralelamente, 43% dos trabalhadores admite mudar de empregador, um dado que agrava a rotatividade e torna a retenção de talento um dos maiores desafios organizacionais da década.

A análise destaca ainda que as empresas investem três vezes mais em tecnologia do que em pessoas, embora o principal obstáculo à transformação não seja tecnológico, mas humano. Mais: as organizações que reinventam a forma como as pessoas colaboram com a inteligência artificial (IA) revelam-se 90% mais eficazes na criação de impacto empresarial.

Ao mesmo tempo, os modelos de linguagem, como o GPT-4, poderão transformar até 40% das horas de trabalho, automatizando tarefas e abrindo espaço a novas funções. A interação entre humanos e tecnologia deverá criar 97 milhões de novos empregos, sobretudo em áreas digitais e tecnológicas. O futuro, como sublinha o relatório, pertencerá a quem apostar na aprendizagem contínua.

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