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Igualdade de género? Todos os países falharam no compromisso

Igualdade de género? Todos os países falharam no compromisso

De acordo com o relatório da ONU, “as mulheres são promovidas para atingir em média apenas 60% do seu potencial total”.

Um relatório da ONU conclui que todos os países falharam no compromisso para a igualdade de género, que as mulheres ainda não conseguiram atingir o seu potencial e que as diferenças de género são bastante comuns.

“A comunidade internacional comprometeu-se com a igualdade de género e o empoderamento das mulheres. No entanto, podemos ver claramente a partir de novos dados que em todos os países as mulheres ainda não conseguiram atingir todo o seu potencial e as diferenças de género são comuns”, disse a diretora executiva da ONU Mulheres, Sima Bahous, na apresentação do relatório, feito em conjunto com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Tanto a ONU Mulheres quanto o PNUD apresentaram dois novos índices com que avaliaram a situação das mulheres no mundo e “abrir caminho para intervenções direcionadas e reformas políticas”: o Índice de Empoderamento das Mulheres (WEI, sigla em inglês) e o Índice Global de Paridade de Género (GGPI).

O WEI avalia o poder e a liberdade das mulheres para tomar decisões e aproveitar oportunidades, enquanto o GGPI examina a situação das mulheres em relação aos homens nas principais questões do desenvolvimento humano (saúde, educação, inclusão e tomada de decisões).

Desta forma, as duas organizações da ONU alertaram que, de acordo com os dois novos índices, “as mulheres são promovidas para atingir em média apenas 60% do seu potencial total” e “conseguem 72% em relação ao que os homens podem alcançar em termos de desenvolvimento humano”.

“São necessários esforços sustentados para cumprir as promessas de igualdade de género, garantir os direitos humanos de mulheres e raparigas e garantir plenamente as suas liberdades fundamentais”, afirmou Bahous.

relatório da ONU Mulheres e do PNUD foi apresentado hoje em Kigali, capital do Ruanda, por ocasião da conferência Women Deliver 2023 (WD2023), que acontece até a próxima quinta-feira.

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